Esta história tem roteiro original e foi escrita para os nichos literários Hard Sci-Fi (Ficção Científica fundamentada), Romance Histórico/Épico e Romantasy (Romances maduros de fantasia/ficção). Nela há descrições de violência e conotação sexual. Não contém cenas explícitas, mas é recomendável para público adulto.


06- Limpando ouro
Ed se aproximou como veio ao mundo. A luz tênue do fogo da lareira desenhava seus músculos torneados e potentes. Livy o observava de canto de olho; o desejo e a curiosidade a impulsionavam a ver mais, porém a vergonha a impedia de se virar totalmente.
Ele percebeu sua timidez, aproximou-se por trás e a segurou pelos ombros. Virou-a de frente para ele, prendendo-a em um abraço enquanto se molhavam juntos; ela conteve o susto da pegada firme sob a água que agora encharcava ambos.
Após Ed tirar o excesso de água do próprio rosto, tentou puxar uma conversa para quebrar o gelo:
— Abra os olhos e pode olhar! De onde venho, dizem que “olhar não tira pedaço”, e é a mais pura verdade. Não se assuste. Vou pegar sua mão... sinta o que você se recusa a ver.
Ed encostou as mãos abertas dela em seu peitoral quente.
Ela manteve os olhos fechados, mas ele a viu morder os lábios inferiores enquanto os tênues pelos dos braços e pernas dela se eriçavam. Ele abaixou as mãos dela, levando-as pelos gomos de sua musculatura abdominal.
Ao perceber aonde a mão pararia, ela forçou um freio e abriu os olhos, encarando-o com o cenho franzido. Ed sorriu, olhos fixos nos dela.
Ele a virou e agarrou pelos ombros, sua “espada” em riste vergou a lâmina ao tocar em seu glúteo firme e ambos novamente entraram debaixo da biqueira d’água, arrancando um novo gritinho dela.
Com firmeza, uma mão a segurou no pulso e a outra em sua cintura, o desejo carnal ativado pela visão privilegiada que tinha, nublando sua mente, mas se conteve no segundo fatal:
— Sei que a ocasião é estranha, há uma “adaga” ameaçadora aí embaixo apontada para você, mas devo me apresentar, já que passaremos a noite juntos.
Instintivamente, ela olhou para trás e soltou outro grito — desta vez de susto — seguido de um "Wow!" contido rapidamente pelas mãos em sua própria boca.
— Meu nome é EdiNuñez, sou ibérico, descendente nobre do reino de Castela.
Ele não mentiu uma vírgula; não precisava da verdade para conquistar, pois sabia que ela já estava rendida.
— E você, como se chama, minha jovem?
De olhos fechados, lábios roxos e tremendo de frio, ela gaguejou. Ed pegou delicadamente em seu rosto, acariciando-o com os dedos até que ela finalmente o olhasse nos olhos.
— Me- Meu no- nome é L- Li- Livy... Livy Emanuelle.
— Lindo nome. Condizente com o que estou revelando ao passar a mão em seu rosto. Feche bem firme seus lindos olhos azuis, Livy Emanuelle. Vou lhe passar sabão e tirar toda essa sujeira impregnada em você. Confia em mim?
Ela assentiu. Ed começou seu trabalho minucioso. Iniciou pelos cabelos; uma grossa camada de sujeira e lodo escorria pelo colo dela, que ainda mantinha os braços escondendo os seios. Duas passadas e dois enxágues depois, revelou-se um cabelo castanho-claro com lindas mechas cor de mel.
Em seguida, o rosto: os olhos dela, sempre fechados, sentiam a leveza daquelas mãos enormes em comparação às dela. Camada por camada, a sujeira foi retirada. As costas não pareciam tão sujas por causa do vestido, mas ao passar as mãos em sua bunda, ela deu um esporro:
— Epa! Tire a mão daí! Isso aí atrás eu mesma posso lavar... dá licencinha? Xispa, entregue o sabão que daqui para baixo cuido eu, tá?!
Ed sorriu, mas sentiu a frustração. Ele experimentou a textura macia daquele bumbum por um instante e já imaginava seus dedos hábeis percorrendo aquelas reentrâncias e a espuma do sabão que escorria de seus cabelos e iam direto ao rego traseiro, serviriam de “facilitador” perfeito; tudo bem, ele tinha o resto da noite a seu favor, era só esperar com paciência o momento de invadir esse “posto avançado”.
Ela ficou cuidando de si, lavando-se, e ele sem perceber, parou para observá-la esfregar a espuma no pescoço e no colo. Abaixada, ela removeu a última camada de sujeira que escondia uma imensa beleza.
Suas mãos delicadas contornavam curvas tênues: o bojo do seio firme, o vão das pernas... ela permitiu que ele olhasse sem reclamar, desde que ele respeitasse os limites não estabelecidos verbalmente.
— Pronto! Estou renovada!
Ed estava visivelmente encantado.
A pele dela, despojada dos panos desgastados, mostrou curvas suaves e uma textura lisa. O rosto, livre da craca das ruas, revelou traços asiáticos e feições de incomparável beleza.
— Você é muito linda, Livy Emanuelle. Agora entendo por que se escondia debaixo de tanta sujeira.
Ele não se continha de admiração e desejo, ansioso pelo momento de irem para debaixo das cobertas. Sabia que fizera a escolha certa ao mantê-la consigo, mas a timidez dela ainda era um mistério intrigante.
— Bondade sua... — ela balbuciou finalmente, com as mãos fechadas grudadas sob o queixo, que batia freneticamente de frio.
Após o banho, cada um lavou sua própria roupa. Ficaram nus ali, lado a lado, já sem o constrangimento inicial por parte dela. Livy olhava vez por outra para o lado e sorria ao ver a silhueta da "tromba" balançando enquanto ele dançava, murmurando uma canção desconhecida aos ouvidos dela com a garganta, deixando o momento divertidamente descontraído.
Logo saíram da água, ambos com o vapor do frio emanando de seus corpos pelo choque térmico. Ed pegou uma das cobertas, envolveu-a e começou a enxugá-la delicadamente.
Livy não se lembrava de alguém — exceto sua mãe, em uma vaga memória de infância — lhe dando tanta atenção e carinho. Os cuidados dele mexiam com seus sentimentos.
Desde que ficara órfã e passara a viver nas ruas, sempre manteve distância de quem pudesse lhe causar mal; aquele homem, embora atencioso, deixava nítido o seu único interesse nela.
Embora algo estivesse mudando dentro de si, o destino a lembrava, derrubando seus devaneios: era apenas um negócio, e ela não se permitia ter mais que fantasias e ilusões. A voz dele a trouxe de volta à crua realidade:
— Vista esta minha manta, vai te proteger do frio enquanto nossas roupas secam perto do fogo. Pronto! Ficou ótima em você...
Ele a conduziu até o feno, ajudando-a a sentar-se.
— Agora, sente-se sobre a nossa cama improvisada no feno. Eu vou ficar perto do fogo enquanto esperamos nossa comida que... ah! Olha ela aí! Chegou bem na hora!
As serviçais arregalaram os olhos ao verem aquele homem com seus 1,80m de pura massa bruta, todo “avolumado”, caminhando nu e descontraidamente até elas para pegar a panela com o jantar.
A outra jovem colocou os pratos e colheres sobre uma bancada que serviu de mesa improvisada; ambas desejaram um bom jantar e uma boa noite.
Saíram cochichando, mãos nas bocas, sorrindo e olhando-o de cima a baixo. Era nítida a inveja que sentiram da pequena Livy e o inconformismo por terem sido preteridas por ela.
Ed ouviu nitidamente o último comentário antes de elas correrem sob a chuva:
— Viu o tamanho da coisa?— A outra prontamente respondeu:
— Como não ver? Essa wench é guerreira!
... Continua...
imagem by: Pinterest.com
ARMADILHA DO TEMPO
Volume Um


O universo Shadow é um mergulho literário que vai além do inimaginável. Boa leitura!
Clique no link abaixo para CONTINUAR LENDO...
Navegue
Explore em breve nossas redes sociais
Contact
FALE COM A GENTE
suporte@sphinx-hub.com
© 2026. All rights reserved.
